A Me Too Brasil manifesta solidariedade à vítima que denunciou Ademir Saravalli, chefe do Núcleo Regional de Educação de Loanda, no Paraná, por importunação sexual, assédio moral e perseguição.
A Me Too Brasil reforça que cargos de chefia ou posições de autoridade não podem servir de proteção diante de denúncias de assédio ou violência. Instituições públicas têm a responsabilidade de assegurar ambientes de trabalho seguros e mecanismos efetivos para acolher denúncias e proteger quem decide romper o silêncio.
Mulheres que relatam episódios de assédio ou violência não podem ser submetidas a constrangimentos, intimidações ou retaliações por terem procurado ajuda. Em casos envolvendo superiores hierárquicos, o medo de exposição, de prejuízos profissionais ou de novas perseguições pode tornar a denúncia ainda mais difícil.
É fundamental que as vítimas tenham sua integridade e sua privacidade preservadas durante todo o processo, sem qualquer forma de revitimização. Também é necessário garantir condições para que a apuração ocorra com independência, seriedade e respeito ao devido processo legal.
O caso envolvendo o chefe do Núcleo Regional de Educação de Loanda, Ademir Saravalli, deve ser apurado com rigor, preservando os direitos de todas as partes e, sobretudo, garantindo proteção à mulher que fez a denúncia.
À vítima, nossa solidariedade e nosso apoio.
A Me Too Brasil segue à disposição para acolher e orientar sobreviventes de violência sexual, com respeito à privacidade, ao tempo e às decisões de cada mulher.